Artigo

O valor dos hinos para o crescimento espiritual

 

Conhecendo a função (ou funções) da música no culto cristão, podemos olhar para os hinos da nossas Igrejas e perguntar quais das funções apresentadas eles são capazes de cumprir e, facilmente, responder que os hinos cumprem todas ou a maioria delas. A relevância da preservação dos hinos não está unicamente nem principalmente no seu valor histórico, mas em sua capacidade de abranger de forma extensiva as funções da música no culto cristão.

 

Isso é possível porque os hinos foram pensados especialmente para serem cantados em congregação, e não por um cantor solo, por exemplo. Os hinos são compostos por métricas e melodias de fácil assimilação, possuem harmonias corretamente encadeadas, possuem letras com abundante conteúdo teológico e doutrinário – conseguem contemplar praticamente todos os principais temas da Teologia. Além disso, contêm riqueza poética e linguística. Desprezar os hinos irrefletidamente é como ter à disposição um cardápio completo com todos os nutrientes e vitaminas necessárias para uma boa saúde ao longo da vida e, ao invés disso, escolher comer fast food todos os dias.

 

Obviamente, devemos nos afastar do generalismo. Existem hinos que não funcionam, com melodias e ritmos desagradáveis, e alguns até com questões teológicas que deveriam ser reavaliadas. Mas isso é uma pequena parcela que facilmente pode ser identificada e desconsiderada. Em sua grande maioria, os hinos compõem um rico cardápio de alimentos espirituais. Assim, o principal motivo para incentivarmos a congregação a cantar e amar os hinos é porque eles fortalecerão sua fé e a ajudarão a crescerem no conhecimento de Deus, da vida e dos valores cristãos.

 

Mariane Godoi, professora de Música do Seminário Teológico Batista do Sul do Brasil

Extraído do site do curso de Música do Seminário do Sul