A Igreja Batista é o melhor exemplo de sistema de governo congregacional. O poder é exercido diretamente através de votação dos membros, que são chamados a tomar decisões nos mais comuns assuntos (perdoem a piada, mas os Batistas, até bem pouco tempo atrás, decidiam em assembleia geral até mesmo se a empada da cantina teria azeitona e se essa azeitona poderia ter caroço).
Na democracia Batista, cada membro tem direito a um voto e a minoria vencida é estimulada a cooperar com a maioria vencedora. Vale dizer, trata-se de uma verdadeira democracia, na acepção “raiz” da palavra. Como a Igreja Batista tem como característica marcante a tradição de evitar abrir congregações filiais, ou seja, cada Igreja tem o seu pastor presidente e isso costuma ser o suficiente, é muito forte a ação cooperativa das Igrejas Batistas por meio das Convenções Regionais, Estaduais e da Convenção Batista Brasileira.
É nesse ambiente que as Igrejas Batistas procuram educar-se, contribuir para ações missionárias, diversas obras sociais e buscar opinar e influenciar importantes assuntos de repercussão regional e nacional.
A democracia é a característica mais forte em todas essas estruturas, de modo que o poder é sempre outorgado de baixo para cima, e as Convenções não têm poder de interferência administrativa nos seus membros. São órgãos de aconselhamento, orientação e cooperação.
Jonatas Nascimento, diácono.
Coautor da obra Nova Cartilha da Igreja Legal.