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Confira entrevista com o pastor Hudson Galdino da Silva, redator da Revista Atitude

Hudson Galdino da Silva é pastor da Segunda Igreja Batista de Cabo Frio-RJ desde 1987, é secretário-geral da Associação Batista Litorânea Fluminense por mais de 20 anos e sua gestão é reconhecida como muito bem sucedida, fazendo verdadeiros milagres com poucos recursos. Sua capacidade administrativa corrobora a sabedoria popular que afirma ser possível tirar água da pedra.

 

É casado com a professora Irene Garcia da Silva e tem três filhos, Alessandra (enfermeira com especializações em várias áreas), Vânderson (psicólogo com Pós-Graduação e Mestrando em Psicologia) e Vinícius (músico profissional e ministro de Música da Segunda Igreja Batista de Cabo Frio-RJ). Toda a família é totalmente integrada no Evangelho com lideranças na Igreja onde todos foram batizados, SIB de Cabo Frio-RJ.

 

Nesta entrevista exclusiva, Hudson Galdino toca em alguns pontos que merecem reflexão.

 

No Brasil, todos projetavam um ano melhor que 2019. Em muitos aspectos, será mais difícil. Como você encara isso?

 

Faz parte da vida humana, com bases científicas ou não, sempre projetar esperança e dias melhores. Uma nova liderança sempre reacende este desejo humano. No ano de 2020, de alguma forma, fomos pegos de surpresa. Parece-me que este é um dos aprendizados da pandemia: não podemos ser conduzidos pelas circunstâncias. Fala-se muito em planejamento, faz-se pouco planejamento sério. Precisamos ler muitas vezes a história de José do Egito.

 

Fé X Ciência - o coronavírus reacendeu essa questão milenar. Como você trabalha esse dilema?

 

Nunca vi estes assuntos como antagônicos. Quando entendemos a função de cada uma e seu alcance, entendo que podem caminhar juntas tranquilamente, sem que uma ultrapasse ou fira o objeto da outra. Tanto uma como a outra são dádivas de Deus. Ao meu entender, com as devidas proporções, a ciência começa com a “fé”. Porque creem em algo, a ciência trabalha pra tornar um postulado verificável cientificamente. Entendo que o mundo precisa e muito dos dois.

 

Templos fechados e mais um embate dividiu os evangélicos: abrir ou não os templos? Em sua leitura, por que alguns insistem tanto em reabrir os templos?

 

Então. Possivelmente, vários fatores podem estar criando este tipo de ansiedade. Acredito que ninguém queira estar com os templos fechados. Nem sempre em nossas decisões prevalecem o querer. Muitas vezes o necessário impera. Entendo que evitar aglomeração é muito importante e templos abertos e cheios são “prato cheio” para o coronavírus.

 

Que lições podem ser aprendidas com esse tempo e, em sua visão, qual a lição mais importante?

Entendo que realmente é um tempo de muita reflexão e aprendizado. Precisamos aprender muito em tempo de crise, mais do que em tempo de festejo.

 

Alguns aprendizados práticos sendo construídos: 1. Somos frágeis, mais do que imaginamos. 2. As coisas boas devem ser muito mais valorizadas, principalmente no relacionamento humano. 3. A generosidade precisa ser a “mola mestra” de nossa vida. 4. Valorizar muito mais e investir mais em tecnologia, seja em equipamentos, seja em conhecimento. 5. Sermos zelosos no aproveitamento das coisas, e menos desperdícios.

 

Há ou não relação coronavírus e Apocalipse?

 

Acredito que não especificamente. Crises na saúde piores a humanidade já vivenciou. Entendo, porém, que cada acontecimento, guerras, terremotos, pestilências, ditas por Jesus em seu ministério e presente também na revelação a João, apontam e servem pra lembrarmos que Jesus vai voltar. A coronavírus não está relacionado à volta imediata de Jesus, mas serve pra lembrar os acontecimentos intensos que precederão a sua volta.

 

Medo: Você sentiu ou está sentindo medo?

 

Preguei dia 22/03 “Por que temos medo”? O medo faz parte da vida. O medo é uma forma de preservação da vida. Se não houvesse o medo, talvez já não existíssemos. O problema é o medo patológico ou o medo sem causa. Porque temos medo, lavamos as mãos, passamos álcool gel, ficamos em quarentena e isolamento, enfim. O medo é real e quando bem “administrado” é bom (risos). Não é a ausência do medo que nos distingue como discípulos e como gente. Mas, sim quem a gente encontra na tempestade. Encontramos sempre Jesus.

 

Mensagem Final:

 

Podemos perder o controle de tudo na vida. Mas Deus não perde o controle sobre nós. Por isto que nunca perdemos a esperança.