Artigo

O pastor que agrada a Igreja

Dificilmente encontraremos um pastor que nunca tenha se sentido pressionado pelo seu rebanho durante o exercício do ministério. Talvez, esse seja um dos motivos pelos quais muitos deles já tenham adoecido e alguns até abandonado o seu chamado.

 

Apesar de reconhecer que obter cem por cento de aceitação em uma comunidade não passa de pura utopia, pois, nem mesmo Jesus conseguiu tal proeza, todavia, o homem chamado por Deus precisa estar atento aos anseios do seu rebanho. Ele precisa discernir as inúmeras vozes que se levantam no meio da multidão, principalmente aquelas que demonstrem oposição, mas, que nem sempre deixam de estar em consonância com os propósitos de Deus. Quais seriam as credenciais mínimas exigidas por uma Igreja ao buscar um novo obreiro?

 

Cristãos maduros certamente compreendem que jamais encontrarão um líder perfeito, não obstante, a primeira característica que eles esperam dele é que seja temente a Deus e fiel à sua Palavra. A Bíblia afirma que o temor do Senhor é o princípio da sabedoria. (Provérbios 9.10). Um líder temente a Deus jamais banalizará o pecado. Será um fiel portador da mensagem divina ainda que seja obrigado a confrontar grande parte de seus ouvintes. Andará diuturnamente na total dependência do Senhor, consciente de que sem Ele, nada, absolutamente nada, poderá fazer. O temor a Deus impedirá que o seu ministério se transforme em um emprego como outro qualquer ainda que seja submetido a desafios constantes.

 

Mesmo diante de suas limitações e imperfeições, a Igreja não renunciará a um homem que primeiramente cumpra bem a missão de atender as demandas do seu lar. A Bíblia coloca como condicionante para aqueles que almejam desempenhar qualquer função de liderança no meio da congregação que sejam bons mordomos da sua própria casa. (I Timóteo 3.4,5,12). A esposa do pastor não deve ser, necessariamente, uma pastora, mas, uma auxiliadora que compreenda, aceite e lhe dê todo o suporte para cumprir o seu chamado.

 

A terceira característica que toda Igreja busca em um pastor é que a sua motivação primária em cumprir o seu ministério seja o amor pelas almas. A preocupação com a administração eclesiástica, apesar de ser relevante, não pode se tornar mais importante que a propagação do Evangelho e o cuidar das pessoas. Numa comunidade onde a maioria das pessoas foi regenerada através de uma experiência genuína com Cristo, buscará um pastor determinado em agradar exclusivamente a Deus. O Espírito Santo lhes concederá o discernimento para compreenderem que se esse líder estiver debaixo da direção do Senhor, simultaneamente, estará também agradando a sua Noiva.

 

Assim sendo, para um pastor que teme a Deus, cuida bem da sua família e ama pregar a Palavra e zelar pelas ovelhas, mesmo diante de suas inúmeras fraquezas, não faltará Igreja que o queira como seu líder. A Noiva de Cristo está à procura não de líderes perfeitos, mas, de homens segundo o coração de Deus.