Artigo

Ah, se eu voltasse a ser criança...

Um dia desses, pensei comigo: “Como as brincadeiras e a educação das crianças de hoje são bem diferentes!”. Se numa época era preciso “criar” algo para se divertir com os colegas e ler livros e mais livros para encontrar algo sobre um tema do trabalho da escola, agora a situação é outra: os games eletrônicos ocupam todo o tempo (até mais do que deveria) do lazer dos pequenos e a internet permite a facilidade de achar quase tudo que se deseja com um simples teclar e “navegar”.

 “Ah, se eu voltasse a ser criança...”, pensei comigo. Mas, do que brincaria? Como seriam os meus estudos, melhor ou pior? Talvez, no aspecto da facilidade do acesso às informações seria muito melhor, mas nas brincadeiras a criatividade seria infinitamente pior, já que não é preciso nem “pensar”. Tudo está pronto e determinado.

O sábio rei Salomão disse em Provérbios 22.6: “Instruí o menino no caminho em que deve andar, e até quando envelhecer não desviará dele”. Isso quer dizer que a criação dos pais e a instrução dada pelos professores podem representar o trilhar de um caminho bom ou ruim até a vida adulta, depende de como é feita. Tudo fica guardado na mente e coração ao longo de nossa vida, em especial nas fases onde o crescimento é maior, da infância à adolescência.

É preciso ter cuidado no trato com as questões e, acima de tudo, pesquisar, acompanhar e conversar muito com filhos, netos e alunos a respeito do que é melhor para eles. Afinal de contas, as coisas são boas e ruins ao mesmo tempo, em todas as épocas da história.

O que mais importa é como está sendo absorvido. Por essas e outras que não é má ideia se imaginar como revivendo sua fase infantil. “Ah, se eu voltasse a ser criança...”

 

Rogerio Araujo (Rofa), colaborador de OJB